Rótulos de embalagens podem incorporar mais informações
As discussões promovidas pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que visam alterar a padronização obrigatória das informações presentes em rótulos de produtos alimentícios começam a envolver também os aditivos. Atualmente, o foco principal são os componentes nutricionais dos alimentos que devem ser mais enfatizados, especialmente as calorias, o sal, o açúcar e gorduras.
De acordo com o pesquisador do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), Airton Vialta, algumas informações ainda precisam ficar mais explícitas. “Existem entidades defendendo que os dados fiquem mais claros, especialmente os aditivos como corantes, adoçantes e conservantes”, explica.
Para ele, existe a tendência de aumentar a quantidade de informações nas embalagens. “Apesar do rumo que deve ser seguido, os recipientes têm limitações físicas e talvez seja necessário pensar em outras possibilidades de transmitir informações, como os aplicativos”, ressalta Vialta.
O pesquisador do ITAL também prevê a continuidade de movimentos observados há algum tempo na indústria de alimentos. Entre eles, o aumento da demanda por produtos “sem” ou “isentos de” algum aditivo. “Nossos estudos mostram claramente a continuidade do crescimento da tendência do clean label, que pressupõe a eliminação de aditivos através de tecnologias de processamento como pressões elevadas ou de novas tecnologias de embalagem”, finaliza Vialta.
Busca por alimentos mais saudáveis
Por sua vez, Denis Ribeiro, diretor do departamento de economia e estatística da Associação Brasileira da Indústria de Alimentação (ABIA), afirma que a busca por produtos qualificados como mais saudáveis ainda continua. Alimentos com menos sal, açúcar, gordura ou com características funcionais são procurados por uma parte dos consumidores. “A indústria precisa atender a uma expansão da população que demanda mais alimentos industrializados e o atendimento dessa demanda tem muito a ver também com logística para distribuição, preservação dos alimentos e conveniência”, ressalta Ribeiro.
Fonte: ABRE


