Conheça as mudanças que os rótulos de alimentos devem ter ainda em 2018
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou o relatório preliminar de análise de impacto regulatório sobre rotulagem nutricional técnico que avalia formas de facilitar a leitura dos rótulos alimentares. Desde 2014, o órgão estuda alternativas mais claras de exibir as informações nutricionais para os consumidores.
De acordo com o diretor-presidente da ANVISA, Jarbas Barbosa, o modelo adotado hoje ainda torna a escolha dos produtos complexa. “As pessoas têm dificuldade de entender e utilizar o rótulo. Dessa forma, prejudica a escolha alimentar consciente”, explica.
Segundo Barbosa, o Brasil deve entrar para a lista dos países que repensaram seus rótulos para o melhor entendimento do consumidor até o segundo semestre de 2018. Para que isso aconteça, é preciso realizar uma consulta pública para que a população possa opinar e sugerir mudanças para o modelo proposto.
Confira algumas alterações defendidas pela ANVISA:
– Informações nutricionais como altos níveis de gordura, sódio e açúcar devem ser estampados na parte da frente das embalagens em forma de triângulo, círculos ou tabelas.
– A lista de nutrientes de declaração obrigatória será modificada para excluir as gorduras trans, que serão objeto de restrição de uso em processo regulatório posterior.
– A base de declaração dos valores nutricionais será alterada para 100 g ou 100 ml.
– Alterar a nota de rodapé para indicar qual porcentagem de valores diários são considerados altos e baixos.
Após a decisão da consulta pública, o modelo escolhido deverá ser preenchido nas cores preta ou vermelha e estampar em caixa alta os avisos de excesso de componentes prejudiciais à saúde. A mudança é defendida pelo Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) e pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC).

A expectativa é que a consulta pública ajude a estabelecer soluções e a aprimorar a nova rotulagem proposta. Se aprovada, as empresas terão de 180 dias a um ano para se adequar às novas regras.
Para ver o relatório preliminar completo, clique aqui.
Fonte: ABRE


